O prefeito Nedson Micheleti disse ontem que não recebeu nenhuma correspondência da Copel pedindo revisão do acordo de acionistas da Sercomtel, como foi informado na terça-feira por diretores da companhia estadual. De acordo com o prefeito, se a Copel quer exercer mais poder na telefônica vai precisar adquirir mais 6% das ações (hoje a companhia detém 45% das ações da Sercomtel). “Eu já ofereci para eles, em abril. Esta foi a proposta que levei a Curitiba”, afirmou. Para Nedson, seria interessante que a Copel adquirisse mais ações. “Ela tem capacidade de investir os R$ 40 milhões que a Sercomtel Celular precisa. Teve um lucro de R$ 1 bilhão. A Prefeitura não tem condições, nosso orçamento não comporta investimentos do tipo”, justificou. O prefeito disse que a compra dos 6% das ações seria a solução “mais simples e barata”. “Ela (Copel) assumiria a gestão e resolveria o problema.” Segundo Nedson, a demora na apresentação de resultado dos estudos sobre a Sercomtel, que estão sendo feitos por uma comissão de vereadores, já inviabilizou a venda da empresa no próximo ano. “É preciso que a Câmara aprove a venda, mas, por três vezes, ela negou meu pedido. Se não conseguimos vender neste ano, em 2008 não venderemos por ser ano eleitoral. Não vai ser possível ver só a parte técnica e deixar a questão eleitoral de fora”, reconheceu. Além disto, lembrou, seria preciso pelo menos três sessões para que o projeto de venda fosse aprovado pelos vereadores. “E isto está fora de questão, já que amanhã (hoje) é a última sessão do ano”, disse. Sobre a crítica feita pelos diretores da Copel de que os gastos com publicidade da Sercomtel seriam excessivos, o presidente da telefônica, Gabriel de Campos, afirmou ontem que, apesar de ter feito a crítica, o diretor da Copel, Paulo Trompczynski, não apresentou nenhum “estudo especifico”. “Entendemos que, num mercado competitivo e concorrencial como esse, publicidade é indispensável, fundamental”, declarou Campos. “Sem publicidade, a situação seria pior.” Quanto à redução do número de diretores, também citada por Trompczynski como proposta de contenção de gastos, Campos afirmou que é uma “mudança de posicionamento” da Copel. “A última diretoria criada (na Sercomtel) foi proposta por eles”, declarou. Segundo o presidente da empresa municipal de telefonia, Trompczynski apresentou a proposta “como sugestão”, sem dizer quem assumiria as funções das diretorias extintas. |