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Advogado pede habeas-corpus para suspeito de morte de Amanda
23/01/2008 - JL - Jornal de Londrina
 

O advogado Marcelo Kintzel Graciano entrou ontem no Tribunal de Justiça com pedido de habeas-corpus para o rapaz que está preso no Centro de Detenção e Ressocialização (CDR) de Londrina, suspeito de ter matado a universitária Amanda Rossi, 22 anos, em outubro, no campus da Unopar.

O advogado espera que o TJ julgue o pedido até amanhã. O rapaz, de 18 anos, está detido desde o dia 28 de dezembro graças a um mandado de prisão preventiva que vence no próximo final de semana.

Graciano disse que entrou com o pedido de habeas-corpus porque tem certeza de que a Polícia Civil de Londrina vai pedir a prorrogação da prisão preventiva. O advogado não quis dar mais informações sobre o caso. Consultado por e-mail, o advogado não respondeu as perguntas encaminhadas.

O delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Sérgio Barroso, confirmou a intenção de pedir a prorrogação da prisão do suspeito. Segundo ele, há várias linhas que precisam ser investigadas.

No início do mês, uma psicóloga da Secretaria Estadual de Segurança Pública esteve em Londrina para traçar uma análise comportamental do suspeito. Na época, o delegado que conduzia as investigações, Lanevilton Moreira, não quis detalhar as razões para que solicitasse o auxílio de uma psicóloga, mas admitiu que não é de praxe da polícia pedir esse tipo de análise com suspeitos de homicídio. A Secretaria chegou a negar que a psicóloga tivesse vindo a Londrina apenas para analisar o rapaz.

A prisão

O suspeito, desempregado, foi preso no dia 28 de dezembro, em São Carlos (SP), na pensão onde morava, depois que a polícia havia recebido um e-mail anônimo o apontando como envolvido e informando a sua localização. No quarto da pensão foram encontrados recortes da notícia da morte da estudante com anotações, mas nenhuma prova material.

Em seu primeiro depoimento, o rapaz negou conhecer Amanda e afirmou que não estava em Londrina no dia do crime. No entanto, ele mantinha uma página no Orkut chamada Amigos de Amanda Rossi, criada dois dias depois do corpo da universitária ter sido encontrado na sala de máquinas da piscina da Unopar, no dia 29 de outubro.

 
 
 
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